19 de abr de 2010

HISTÓRIAS E METÁFORAS

Era uma vez um ermitão que se refugiou para dedicar-se somente à oração e à penitência. Muitas vezes reclamava que tinha muito que fazer. Perguntaram como era possível que em sua solidão tivesse tanto trabalho.

Tenho que domar dois falcões, treinar duas águias, manter dois coelhos quietos, vigiar uma serpente, carregar um asno e sujeitar um leão.

- Não vemos nenhum animal perto do local onde vives. Onde estão os animais?
Explicou o ermitão:
-estes animais todos os homens têm, vocês também.

Os falcões se lançam sobre tudo o que aparece, seja bom ou mau. Tenho que domá-los para que só se fixam sobre sua presa.
SÃO MEUS OLHOS

As duas águias ferem e destroçam com suas guarras. Tenho que treiná-las para que sejam úteis e ajudem sem ferir.
SÃO MINHAS MÃOS

Os dois coelhos querem ir onde lhes agrada, fugindo dos demais esquivando-se
das dificuldades. Tenho que ensinar-lhes a ficarem quietos. Mesmo que seja penoso, problemático ou desagradável.
SÃO MEUS PÉS

O mais difícil é vigiar a serpente, apesar dela estar presa numa jaula de 32 barras. Está sempre pronta para morder e envenenar os que a rodeiam, se não a vigio causa danos.
É MINHA LÍNGUA

O burro é o mais obstinado, não quer cumprir com suas obrigações. Alega estar cansado e se recusa a transportar a carga de cada dia.
É MEU CORPO

Finalmente preciso domar o leão. Quer ser o rei, o mais importante, é vaidoso e orgulhoso.
É MEU CORAÇÃO

Portanto, há muito que fazer.

Essa história foi enviada pela nossa amiga Ana Flor, de Salvador.
Autor desconhecido