27 de jul de 2009

HISTÓRIAS E METÁFORAS

ERA UMA VEZ...

A vida é movimento e as transformações acontecem, mas ainda gosto de ouvir e contar histórias.

"Era uma vez... quatro rabinos.
Uma noite quatro rabinos receberam a visita de um anjo que os acordou e os levou para a Sétima Abóboda do Sétimo Céu. Ali eles contemplaram a sagrada Roda de Ezequiel. Em algum ponto do Paraíso, um rabino, depois de ver tanto esplendor, enloqueceu e passou a perambular espumando de raiva até o final de seus dias. O segundo rabino teve uma atitude extremamente cínica dizendo que havia sonhado com a Roda de Ezequiel, só isso. O terceiro rabino falava incessantemente no que havia visto, demonstrando sua total obsessão. Ele pregava e não parava de falar no projeto da Roda e no que tudo aquilo significava... e dessa forma ele se perdeu. O quarto rabino, que era poeta, pegou um papel e uma flauta, sentou-se junto à janela e começou a compor uma canção atrás da outra... E daí em diante ele passou a viver melhor."

Na busca do nosso eu mais profundo, do si mesmo, da nossa essência, percebemos algo que nos dá uma sensação de onipotência, um sentimento de grandeza. Nessa busca ficamos deslumbrados ou decepcionados. Precisamos de paciência para chegar a esse lugar. Prudência e paciência para aprender transformando. Temos um jeito de ser único a caminho da realização pessoal. As crianças e os poetas transitam, com sabedoria, nas camadas mais profundas da psique porque vêem com o coração. No nascimento a alma recebe o poder da intuição. Comprometidos com padrões externos, podemos perder o contato com essa voz.
As crianças sabem usar esse poder. Os poetas, também, encontram a verdade nas coisas mais simples. Atendendo a voz do coração, podem ver o que é para ser visto quando estão criando.

Lá no fundo do coração encontramos uma Paz que é curativa, mas a conquista desse lugar é pessoal e intransferível. As crianças e os poetas conhecem o caminho.

23 de jul de 2009

HISTÓRIAS E METÁFORAS

VERDADES

Certa vez um sultão sonhou que havia perdido todos os dentes. Ele acordou assustado e mandou chamar um sábio para interpretar o sonho.
- Que desgraça, senhor!
- Cada dente caído representa a perda de um parente de vossa majestade!
- Mas que insolente, gritou o sultão.
- Como se atreve a dizer tal coisa?!
Chamou os guardas e mandou que lhe dessem cem chicotadas.
Mandou chamar, também, outro sábio para que interpretasse o mesmo sonho.
O sábio disse:
- Senhor, uma grande felicidade vos está reservada!!
- O sonho indica que ireis viver mais do que todos os vossos parentes!
A fisionomia do sultão se iluminou e ele mandou dar cem moedas de ouro ao sábio.
Quando este saia do palácio, um cortesão perguntou:
- Como é possível? A interpretação que você fez foi a mesma do seu colega. No entanto, ele levou chicotadas e você, moedas de ouro!
Respondeu o sábio:
- Tudo depende da maneira de dizer as coisas...
- É dai que vem a felicidade ou a dor, a paz ou o conflito.
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A verdade pode ser comparada a uma pedra preciosa. Se a lançarmos no rosto de alguém, pode ferir, provocando revolta. Mas se a envolvermos numa delicada embalagem e a oferecermos com ternura, certamente chegara ao seu destino e será aceita com mais facilidade.

21 de jul de 2009

AOS NOSSOS AMIGOS QUERIDOS

"VOZ DE AMIGO"

É a voz do gostar, é a voz do alertar, dizendo nas palavras, hei! acorde...quero te ajudar!!!
É a voz que vem com o que precisamos ouvir, ler, perceber, interiorizar...

Quando não conseguimos ver a nós mesmos, quando nos falta o chão, o teto, o rumo...
Vem como um "catucão" benigno, uma sacudida, um alerta...

Uma sirene que soa o nobre sentimento de luz, imenso cuidar...
Vem com tanta verdade, mas com o cuidado de não magoar
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Uma voz que Deus usa, que vem devagar, que inunda, que traz alegria, que contagia.
Uma voz de anjo, uma voz de irmão escolhido,
Presentes e presente nos dois sentidos,
O de estar e, o de jóia inestimável,
Um mestre de consciência...
Mestre paciente para ouvir,

Ser cúmplice nas dores e nas alegrias... Mãos estendidas, entrelaçadas...
Dádiva da vida.. único senhor do bem: VOZ DE AMIGO
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Texto apresentado pelo MORHANS - Movimento de reintegração de pessoas atingidas pela Hanseníese, na reunião da UNEI - União Nacional dos Economiários Inativos na Caixa Econômica , no Rio de Janeiro, em 20 de julho.

19 de jul de 2009

Mais um Grupo de Apoio se formando...

A 1ª REUNIÃO DO GRUPO DE AJUDA PARKINSON - NITERÓI aconteceu no último dia 17 de julho, sexta-feira passada na Av. Amaral Peixoto, nº335, 8º andar, Centro, Niterói.

Contamos com a presença de representantes da UNEI (União Nacional dos Economiários Inativos): o Sr Armando Filardi ( Vice- presidente), o Sr Milton Ximenes ( Diretor social e responsável pelo jornal da UNEI) e o Sr Ernandes de Almeida Jr( Delegado da UNEI- Niterói), que gentilmente nos cederam o espaço para nossas reuniões. Foi registrada também a presença do presidente da APC (Associação Parkinson Carioca) o Sr. Nemercio Perdigão e dos nossos amigos Alex, Ana, Maria Lucia, Monica, Nylton e eu, claro.. e nossos acompanhantes.

Foi uma reunião festiva na qual nos apresentamos e recebemos o apoio da UNEI, inclusive para outros grupos que se queiram formar...

Ficou decidido que o Grupo será um núcleo da APC em Niterói e se reunirá toda terceira sexta-feira do mês, no mesmo endereço.

Aproveitando a ocasião, o Sr. Nemercio nos convidou, e a todos os amigos, para comparecermos no dia 31 de julho, na Cinelândia, das 10 às 14 horas, para um Painel sobre a Doença de Parkinson, que será apresentado pela APC. Além das informações que serão prestadas pelos próprios associados da APC ao público interessado, um Grupo Teatral fará encenações do cotidiano da vida de um parkinsoniano. A Monica Souto também estará lá autografando o seu livro: “Era Outono em Barcelona, meu Encontro com Mr. Parkinson”

Queremos agradecer a Mª Lucia Albuquerque, parkinsoniana e membro da UNEI que nos permitiu conseguir esse espaço.

Ficamos satisfeitos com o inicio de nossas atividades, esperando que continuemos motivados e que se juntem a nós novos parkinsonianos aqui de Niterói e proximidades...

Regina e Monica

6 de jul de 2009

Resiliência

Resiliência reduz riscos de doenças e melhora a qualidade de vida.

O estresse é uma realidade observada hoje nas mais diferentes áreas e setores.

Como manter a qualidade de vida e o equilíbrio emocional?

Treinando a capacidade de cada indivíduo de desenvolver a resiliência.

O termo vem da física e significa a capacidade humana de superar tudo, tirando proveito dos sofrimentos, inerentes às dificuldades.

O resiliente é aquele que se recupera e se molda a cada “deformação/obstáculo” situacional.

O equilíbrio humano é semelhante à estrutura de um prédio. Se a pressão for superior a resiliência, aparecerão rachaduras; doenças e lesões, por exemplo. Dentre as mais diferentes doenças psicossomáticas que se manifestam no indivíduo que não possui resiliência, estão não apenas o estresse, mas doenças graves como a gastrite e, até, a síndrome do pânico, incluindo ainda problemas como vaginites, doenças intestinais, hipertensão arterial, dentre outros males.

Durante o ciclo normal, é necessário ao indivíduo desenvolver a resiliência para conseguir ultrapassar as passagens com “ganhos” nas diferentes fases: infância, adolescência, juventude, adulta e velhice. Incluindo mudanças como de solteiro para casado.

O indivíduo que possui resiliência desenvolve a capacidade de recuperar-se e moldar-se novamente a cada obstáculo, a cada desafio. Se transportarmos o raciocínio para o dia-a-dia, podemos observar que, quanto mais resiliente for indivíduo, haverá menos doenças e perdas e mais desenvolvimento pessoal será alcançado.

Um indivíduo submetido a situações de estresse e que sabe vencer sem lesões severas é um resiliente. Já quem não possui resiliência é o chamado “homem de vidro”, que se quebra ao ser submetido às pressões e situações estressantes.

A ideia de resiliência pode também ser comparada às modificações da forma de uma bola parcialmente inflamada. Se comprimida, adquire as formas mais diversas e retorna ao estado inicial, após as pressões sofridas.

A resiliência consiste em equilíbrio entre tensão e a habilidade de lutar, além do aprendizado obtido com obstáculos e sofrimentos. Traduzindo em outras palavras, é atingir outro nível de consciência. O indivíduo que não possui ou não desenvolve a resiliência, pode sofrer conseqüências, que vão da queda de produtividade ao desenvolvimento de diferentes doenças psicossomáticas.

Dicas para aumentar a capacidade:

Mentalizar seu projeto de vida, mesmo que não possa ser colocado em prática imediatamente.

Aproveitar parte do tempo para ampliar os conhecimentos, pois isso aumenta a autoconfiança. Sonhar com seu projeto é confortante e reduz a ansiedade.

Transformar-se em um otimista incrível, vislumbrando sempre um futuro bom.

Praticar esporte para aumentar o ânimo e a disposição. Os exercícios aumentam endorfinas e testosterona que, consequentemente, proporcionam sensação de bem-estar.

Assumir riscos, ter coragem. Tornar-se um “sobrevivente” repleto de recursos.

Separar bem quem você é e o que faz.

Usar a criatividade para quebrar a rotina.

Procurar manter o lar em harmonia, pois este é o ponto de apoio para recuperar-se.

Apurar o senso de humor; desarmar os pessimistas.

Aprender e adotar métodos práticos de relaxamento e meditação.

Examinar e refletir sobre seu comportamento com relação ao dinheiro.

Permitir-se sentir dor, recuar e, às vezes, enfraquecer, para em seguida retornar ao estado original.

Texto copiado da publicação do doutor Alberto D`Auria, ginecologista e superintendente de Saúde ocupacional do Hospital e Maternidade São Luiz. Adaptação Leila Navarro